Ju & Raquel pt. 2
Já faz um tempo que postei aqui as primeiras fotos que fiz para a marca de acessórios Juliana da Fonte e a de bolsas Raquel Moraes, mas acabei encontrando algumas que passaram batido por aqui, como essas!
Fiz essas fotos em uma quinta pela manhã em um condomínio na Zona Norte daqui do Recife. Caio me ajudou com a produção. É engraçado quando você não está fotografando modelos, pois cabe a você -e mais ninguém- deixar as pessoas confortáveis na frente da câmera, e isso é bastante desafiador quando não se tem nem o mínimo de intimidade com a pessoa. Mas tem também o lado bom: quando as fotos ficam boas, você ganha uma cota extra de felicidade por ter extraído aquilo de alguém que não está nem um pouco acostumado a fazer poses.
Nada mal, uh?
S.
Isa
Semana passada, sugeri a Isa que passássemos a tarde fazendo fotos. Ela recém criou o Bate Papo Criativo e eu queria clicar um look do dia para ela, que na hora se empolgou!
Criamos um board no Pinterest com algumas inspirações e decidimos que faríamos algo com balões coloridos. Escolhemos o Instituto Ricardo Brennand como locação e passamos uma tarde linda de domingo por lá, só fazendo fotos. Foi o ensaio mais divertido que já fiz - e ainda terminou em temaki!
Beijo, Isa e thanks pela tarde!
Isa veste camiseta Love Cabide e saia Shop2gether. Balões Vive la Fete.
Arquivos
Hoje passei boa parte da tarde revirando meus arquivos de fotos. Acabei passando por algumas que nem lembrava e outras que não aproveitei pra nada, mas também achei algumas que só precisavam de um contraste e um pouco de luz para ganhar um pouquinho de vida. Como essas.
Essas fotos foram tiradas em junho do ano passado, no interior de Minas, perto da casa da família. Foi uma tarde divertida, onde fotografei o book de 15 anos da minha prima mais nova, e de quebra ainda saí com algumas fotos minhas mesmo para guardar de recordação. É um dos meus lugares preferidos no mundo, não há silêncio igual àquele, ou paz. Se pudesse voltaria lá sempre que precisasse descansar de verdade (o que tem acontecido com certa frequência).
É um sorriso leve, de quem passou dias comendo a comida da vó e ouvindo o som do trem passando pela estação. Ê, férias!
Terminando a melhor semana da melhor forma possível - ainda que eu não quisesse que terminasse! (em Aeroporto Internacional do Recife / Guararapes (REC))
Uma das coisas que mais amo em meu trabalho é a possibilidade que ele me dá de viajar. Vez ou outra recebo em meu email convites para eventos fora da cidade (com sorte, fora do país!), e lá vou eu, de mala, cuia, computador na mão e câmera no pescoço. É o sonho de qualquer garota de 20 anos no sexto período da faculdade de jornalismo (ou daquelas que já concluíram o curso, qualquer curso, de qualquer idade. Talvez seja o sonho de qualquer um). Garota de sorte.
O convite dessa vez era pra São Paulo, e eu já estava sentindo falta do caos e da loucura que é a metrópole, porque às vezes morar em capital com características de cidade do interior (onde todo mundo conhece todo mundo e há sempre um conhecido seu onde quer que você vá) cansa. Nada como um pouco de movimento para dar lugar a novas ideias na cabeça. Sempre pensei isso.
A estadia seria de apenas 3 dias, chegando na segunda à noite e voltando na quarta pela tarde. O suficiente, pensei. Dava tempo de ir, respirar outros ares, dormir duas noites em um hotel (o que na verdade significa tomar café da manhã de hotel por dois dias seguidos), fazer o que tinha que fazer e depois voltar pra casa. Quase não daria tempo de sentir saudades. Eu poderia colocar todos os meus pertences em uma bagagem de mão (em um ano de idas e vindas carregando peso aprendi a ser econômica) e não teria trabalho nem mesmo de esperar a mala na esteira depois do desembarque (sempre tenho a impressão de que a minha mala é a última a ser colocada lá, mas tudo bem. Acho que todo mundo tem essa impressão também.).
Ok, lá vou eu. Mas calma. São Paulo é tão perto de Resende!
Quando você tem um relacionamento à distância, toda desculpa é desculpa para estar perto. Não me conformaria se ficasse três dias a 4 horas de carro de Resende sem nem mesmo passar por lá para dizer um oi. Garota romântica. De sorte e romântica.
Foi aí que eu e Caio começamos a confabular métodos eficazes para nos encontrarmos, tendo em vista que, durante a semana, ele só pode sair da AMAN depois das 19h e precisa voltar à meia noite. Ou eu iria até lá, ou eu estaria no voo de volta para Recife na quarta a tarde.
É aí que entra o meu trabalho de novo. Ele me dá a possibilidade de viajar. Basta ter um computador com bateria e conexão à internet que está tudo certo. Mas calma, primeiro vamos às finanças.
Comecei 2013 certa de que juntaria todo o dinheiro possível para realizar alguns planos pessoais de longa data e tenho sido fiel à isso. Estabeleci uma quantia X para viver durante todo o mês, e o restante do meu salário vai direto para a poupança. Proibido mexer. Mas é fim de mês, e fim de mês de carnaval, ainda por cima, o que, no meu caso, significa estar com 95 reais na carteira (contadinhos, tem até moedas). Como eu viveria por uma semana longe de casa (3 dias em São Paulo, ainda por cima, onde ou você come junk food e gasta menos ou mantém uma alimentação balanceada e sai do orçamento), me alimentando com alguma decência, dormindo com alguma decência e, além de tudo, trabalhando como se não tivesse saído do meu escritório em casa?
Caio tem um amigo que tem um apartamento em Resende que fica vazio durante a semana. Perguntas básicas: tem fogão? Tem. Tem geladeira? Tem. Tem banheiro? Tem. Tem conexão à internet? Não, mas a galeria ao lado tem. Vamos? VAMOS.
Então eu embarquei na aventura.
Chega um momento em que você se depara com algumas perguntas cujas respostas parecem definir o que será a sua vida daquele momento em diante. Estou no caminho certo? Meu trabalho vai tomar a maior parte do meu tempo em toda a minha vida, então o que realmente quero fazer? “Preciso pagar minhas contas”, “eu deveria me casar?”, “eu poderia estar fazendo mais coisas?”, “estou fazendo tudo certo?” e a lista continua.
A vida sempre foi precoce comigo e esse momento chegou para mim aos 20 anos. Trabalho desde os 17, não juntei um centavo desde então, e agora, no meu último ano de faculdade, parece que tudo está em fast foward e que de repente preciso tomar decisões para colocar meu futuro em rumo. E, no meio de tantas perguntas, eu senti vontade de escrever.
Dizem que algumas pessoas já demonstram aptidões profissionais desde cedo. Desde cedo, eu, Sthefany, mantinha centena de cadernos para escrever pensamentos soltos e citações. Até hoje, me comunico melhor escrevendo do que falando, e essa foi uma das razões que, aos 16 anos, resolvi estudar Jornalismo. Quando mais nova, também, era só colocar uma câmera na minha mão que eu fotografava tudo, de pratos de comida a pequenos objetos, pelo simples prazer de compor cenas para deixa-las para sempre imóveis em uma fotografia. Hoje, parte do que ganho no mês vem de imobilizar momentos em fotos para outras pessoas. Então, por que eu não poderia juntar as duas coisas?
Foi aí que comecei a ter algumas respostas. “Preciso juntar dinheiro”, “Vou trabalhar mais”, “Vou me casar – depois de realizar os dois itens anteriores”, e, além de tudo, “Vou fotografar e escrever.” Era disso que eu precisava. Eu precisava ter um objetivo, ser objetiva, caso contrário não sairia do lugar. E eu sou inquieta demais para permanecer aqui.